OBSERVANDO


Há uma palavra não dita ameaçando o ar, respingando dúvidas, entrelaçando sofreguidão e soberba fria. Observo-a sem saber de que lado ela vai ficar. Analiso-a, dissecando todas as partes deste discurso surdo
com sincera distância. A verdade nunca pode ser guardada em consoantes ou vogais, a verdade cresce disforme nos olhos doentes de quem a vê.Deito-me para apreciar o impossível enquanto a palavra busca pouso e abrigo. Toda a destruição é apenas profunda beleza. Com olhos sem freios, espero a verdade morrer.




Karla Bardanza

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