PAISAGEM NATURAL


Eu te odeio com tanta graça e verdade e é tão saudável arrancar cada pedaço teu de dentro de minhas gavetas inoportunas. Nada há de novo no que de novo pensam de ti. Nada vejo além de manchas vermelhas escorrendo do teu olhar esmagado pelo peso da tua pseudo fidalguia.
Percebo bem que tuas vastas palavras e imperfeições escondem tanta morte. Você que já  morreu, continua morto em linhas que não podem se encontrar. Confesso que cada erro teu acorda serpentes alegres em mim e é aqui de cima, que eu vou ver a tua queda bela pela janela que temes em abrir. No entanto, saíbas que foi tão doce mentir. Foi um prazer cada vez que deixei você saber o que eu queria que você soubesse e por assim ser, você não sabe nada de mim, você é um nada de você. Adoro esta paisagem natural...


Karla Bardanza

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