QUASE ENIGMA


Desenovelo mistérios todas as manhãs sem muita pressa. O ato é tão manso: sinto o sono da tranquila espera. Às vezes, decifro nuvens, desvendo todas as estrelas e analiso planetas. Quando falta-me desafios, encaro a lua com os olhos vermelhos e cansados, procurando rastros e alegorias. Arquiteto delírios e fantasias com intensidade e desejo e quando tudo isso é apenas miragem, caço corpos e beijos.


Karla Bardanza

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