TRANQUILIDADE



O infinito que desvendo é feito de amanhã. Não aguço a neve, não afio a faca. Permito sempre que as curvas da vida sejam sempre perigosas e derradeiras. Assisto cheia de uma alegria culposa o que arrebenta as minhas estranhas, derramando o sangue do sol, deixando o azul do céu cair tão sorrateiro no chão manso em que outros pensam pisar.E silenciosa como a luz, deixo que os meus olhos vejam a beleza da queda alheia.

Karla Bardanza

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