CARAVELAS



Quando sou escrava de mim mesma, observo o tempo e as suas asas sem voz. Não sei se sobreviverei a minha própria matemática que rouba um pouco de mim todo instante. Não busco mais respostas na inexatidão dos dias. Quero o momento multiplicado, tudo que é atemporal. Talvez, apenas dessa forma, eu imortalize os meus sonhos tão triviais, os medos abissais, a minha fome de ser eu mesma quando não sei mais quem sou ou que sinto. Que alguém decifre os meus mistérios enquanto iço as velas nas caravelas do porvir.


Karla Bardanza

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