QUASE CONFISSÃO

Fotografia de Max Dupain


O que cansa é a desesperança, é tudo o que suja as possibilidades, é a mesmice quando o impossível deixa de ser hipótese e ninguém vê. Às vezes, lamento esse meu jeito esquisito que nunca aprendeu a puxar o saco e nem a dar tapinha nas costas. Não entendo nada de acordo de cavalheiros.


Tenho a impressão que não evoluo, que não vou além dessas quatro paredes. Escrever pra quê? Escrever por quê? Para me curar de mim mesma? Para eu mesma ler? Não há retorno, não há feedback, approach e nem output. Putz! Não aguento mais chegar a lugar nenhum. Estou cheia de mim, dessas coisas todas e poucas. Nem sei porque insisto. Amanhã vai ser igualzinho a hoje. Eu não faço a mínima diferença.




Karla Bardanza






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