Caminho


Ali está o caminho. Meus passos descuidados tem pressa de ir para onde desconheço. Algo espera-me para celebrar a vida após a vida. Levarei apenas o que não cabe nas mãos porque é o que ninguém pode ver. Deixarei o que torna o meu corpo pesado: certas coisas precisam apenas ser esquecidas.
Não tente entender o que nã sei explicar. Um pedaço de mim deixarei apenas para quem puder sentir saudade.

Há tanto para mim lá. Não sei como explicar o fato de termos apenas uma asa. Mas, creio que quando nos abraçarmos, poderemos voar juntos. O céu deve ser pequeno para quem ouve as estrelas e não sabe mais como andar. Quando eu te olhar ao longe, vou tentar não lembrar porque lembrar dói demais. Por enquanto, ainda tudo podemos: estou ainda aqui.

Eis o caminho que nos une mesmo separados. Olharei pra tuas mãos e sentirei o que couber no corpo encolhido, no itinerário que se aclara todo dia porque todo dia é menos uma palavra na boca, é menos uma agonia. Daqui pra frente, sigo com calma. Não olharei para trás. Aquilo que fica deve libertar-me de mim mesma. Deixo-te o melhor de mim, aquilo que ninguém mais teve porque ninguém pediu.
Deixo-te a minha vida. Karla Bardanza
















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