ENQUANTO AS ESTRELAS SUSPIRAM ENTRE ELAS

Para George


Fotografia de Lorena Alance






As estrelas suspiram entre elas. O céu deita-se para ouvir. Deito no telhado, querendo saber como medir a eternidade. Há algo que está suspenso no ar e a oeste da Via Láctea. Bebo o leite da esperança, alimento-me do devir. O que há em mim é inominável e grandioso. Arrisco-me a ir mais longe do que posso sem medo, sem segredos que não possam revelados para mim mesma. Descubro que algo pode viver feliz em mim independente do quantos nomes a felicidade possa ser chamada. Fale-me sobre você e de onde você veio e poderá ir. Fale-me de coisas que aumentam a alma neste instante em que o tempo perde o tempo e a vida vive em mim. Estamos vestidos de amanhã e amanhã seremos e  saberemos o nosso lugar no esquema do destino e das idéias. Somos.


Cheguei onde deveria estar e estive onde sempre deveria. (Re)conheço este lugar, vendo pela primeira vez o que sempre vi porque você está aqui, olhando para este mesmo céu e abrindo as flores com as mesmas palavras que tocam os oceanos e os metais. Nada pode pertubar este momento de gratidão as nuvens e ao infinito que me deixa tão menor diante dos Deuses e tão maior diante da agonia. Fale-me das tuas procuras e de como o desejo precipita-se sobre a beleza. Meus ouvidos aguardam a delicadeza de tuas palavras de algodão.


Escuto a tua imensidão enquanto o meu silêncio te cumprimenta. Esta sou eu com as mãos abertas para o teu sol e os teus ventos. Estás na poesia que sempre me procura.




Karla Bardanza



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