UMA DOR DELICADA

Fotografia de Léornard Misonne





Reli sua carta até as palavras pularem do papel e dormirem no meu colo. Reli até meus olhos morrerem. Sua voz no CD continua como sempre foi e os teus Blues deixaram-me blue porque outra cor não dá conta de tanta coisa que esmaga as horas, quando tuas letras libertam-me para manter-me ainda mais presa.

Aqui está chovendo hoje e eu te confesso que sempre faz mais frio quando chega algo de novo sobre o que é anterior as estrelas. Dói não ter asas para saltar por cima dos trópicos e de tudo que não tem definição ou sinônimo no meu pequeno dicionário de emoções.Dói o que é porque assim deve ser.

O amor é apenas isso: um amontoado de linhas por onde palavras caem desamparadas, um dor delicada nas costas da vida, uma carta tremendo de silêncios e feridas na mão.



Karla Bardanza







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